Com atividades como Sala Sensorial, Teatro de Sombras e Cama de Gato, a unidade marca a programação da Semana da Pessoa com Deficiência. Fotos: Gil Menezes/PCR
A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Educação, promove ao longo desta semana uma programação especial voltada para a conscientização, empatia e inclusão nas escolas da rede municipal. Na Escola Municipal Severina Lira, as ações alusivas à Semana da Pessoa com Deficiência envolvem estudantes desde o Grupo 4 da Educação Infantil até o 5º ano do Ensino Fundamental, com atividades pedagógicas práticas que seguem até esta quinta-feira (20).
Entre as experiências desenvolvidas com os alunos estão a Sala Sensorial, o Teatro de Sombras e o circuito Cama de Gato. As dinâmicas foram planejadas para estimular os sentidos dos estudantes, permitindo que vivenciem, de forma lúdica, diferentes maneiras de perceber e interagir com o ambiente ao seu redor.
A professora da sala de recursos, Janira Oliveira explica que a iniciativa visa reforçar valores fundamentais para a convivência em sociedade. “Esta semana a gente faz algo diferente e específico, e a proposta é sensibilizar a todos para o respeito, a empatia e a inclusão. A ideia do trabalho é que as crianças possam usar todos os sentidos para perceberem o mundo e entenderem que o outro percebe de forma diferente”, destacou.
Na Sala Sensorial, os estudantes vivenciaram uma imersão por meio de diferentes estímulos táteis e sonoros, em uma dinâmica que despertou o fascínio e a curiosidade de todos. A experiência encantou a aluna Maria Clara, de 11 anos. “Eu amei tudo. Estou gostando muito e fiquei impressionada com as texturas”, comemorou a estudante.
“A Sala Sensorial permite que as crianças saiam do automático do uso de telas para aprenderem a partir das sensações. Trabalhamos a inclusão e o respeito mostrando na prática que cada pessoa sente e percebe o mundo de um jeito único”, afirma o professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE), Anderson Ramos.
A rede municipal do Recife mantém um trabalho contínuo de acompanhamento e inclusão de alunos com deficiência ou transtornos do desenvolvimento nas salas de aula regulares. Segundo Janira, o convívio diário já torna o processo de inclusão natural para os estudantes, mas eventos temáticos ajudam a consolidar a solidariedade entre as crianças.
“Nossas crianças estão muito acostumadas a terem essa dinâmica dentro da sala de aula, pois temos muitos alunos inclusos. As crianças com deficiências ou transtornos têm o direito de estudar, brincar e ser felizes. O respeito é inerente ao ser humano e precisamos estar sempre atentos a sermos sensíveis ao outro, sabendo ajudar com uma palavra, um toque ou um convite para uma brincadeira”, completou a educadora.












